Caros leitores,
Hoje completo meus 21 anos, mas asseguro lhes que se disser que tenho 17 todos vocês acreditarão, contudo não é do meu feitio esconder nada da minha vida e mentir não é uma das coisas que me aprazem.
São 21 anos de muitas duvidas, é difícil aceitar muita coisa na vida, eu mais do que ninguém, odeio ficar sem respostas. Eu não quero compreender tudo do mundo, mas gostaria de compreender um pouco de tudo que ele tem.
Ultimamente tenho me questionado sobre a necessidade de servir em missão, confesso que estou e sou interessado e por incrível que pareça não pela possibilidade de realizá-la em outro país, mas sim por fazê-la; Deixa-me explicar, tenho me questionado e questionando meus amigos sobre a importância de ser um missionário de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, o lance é eu quero fazê-la, no entanto são dois anos que irei passar em missão (caso eu vá) serão dois anos que eu estarei sem estudar e trabalhar, apenas servindo o propósito religioso, eu não duvido das bênçãos que terei se a [missão] fizer, mas assim como confio em Deus, amarro meu camelo. Vale ressaltar que para o mundo do trabalho eu serei uma pessoa fora do mercado há dois anos, e para o mundo acadêmico um desatualizado. Então que bênçãos materiais eu iria receber se saísse em missão? Como ficarão meus estudos e minha carreira profissional (ainda continuo desempregado – mas questiono-me como será o futuro dela). Amigos não adianta falar de fé, pois o mercado não a tem veja que muitos estão na fila e se você não esta pronto para ela [a vaga de emprego] outro estará. Eu talvez não tenha fé, tenho que trabalhar isso em mim, mas analise o ponto de vista prático das coisas, a não ser aquele que serve fora do país, porque vai adquirir fluência em uma língua estrangeira e facilitar o processo de admissão em grandes empresas, você dificilmente irá conquistar um bom cargo em uma boa empresa. Temos que pensar na possibilidade [real] de o chamado para missão seja para um lugar aqui no Brasil mesmo. Alguém pode me argumentar a respeito?
Outra coisa que eu me pego pensando é sobre minha vida afetiva, nossa depois do meu ultimo relacionamento eu não tenho me aberto para ninguém, meu coração de pedra parece que esta descongelando, mas diz o ditado que o bonzinho sempre esta sozinho, creio que o ditado é certo. Não tenho muita prática nem jeito para as coisas relacionadas ao amor, acredito nele, mas acredito que ele não é para mim.
Bem meu aniversário foi marcado por uma música e um livro, que são?
Sky is Falling – LifeHouse
Flicts – Ziraldo
A música tem a letra curta e faz uma pergunta interessante:
Eu estou vivo, mas diga-me, eu estou livre?
Tenho olhos, mas diga-me, eu posso ver?
O livro conta a história de uma cor, rara (tipo cor-de-burro-quando-foge) procurando seu lugar no mundo e ela se chama Flicts, é um livro infantil que assim como O Pequeno Príncipe, conseguiu me fazer refletir sobre muita coisa. Quem disse que livro infantil é só para crianças?
Ando tão a flor da pele amigos, estou me cansando da minha real situação. Às vezes dá vontade de sumir outras vezes de ficar e ver no que vai dar. As pessoas passam coisas na vida eu mesmo tento me achar no mundo, mas não me localizo me sinto perdido um E.T. no meu próprio planeta, é mole?
Eu queria mesmo é ter alguém para afagar os meus cabelos e fazer me esquecer do mundo, pelo menos em alguns instantes, me sentir amado e feliz. Alguém que procure sentimentos maiores que os da carne, alguém que acredite que amor, não é dinheiro, beleza ou coisa do tipo, mas sim um sentimento recíproco de respeito e querer bem, que transcende a linha da realidade e alcança a plenitude em um mundo próprio um mundo deles, o mundo do amor. Utopia? Pode ser parece que esse sentimento nunca foi bem alimentado em mim, quem sabe está na hora? Queria ser como todo mundo, que as pessoas cobram que você esteja com alguém, que você esteja fazendo algo comum, mas comigo é sempre diferente as pessoas nunca esperam que eu namore, quando namoro espera eu esteja com uma super mega top model ou uma nerd – não tenho nada contras, mas por que não esperar que eu esteja com alguém que eu goste e que goste de mim? E daí se ela for gorda, magra, alta, baixa, cabelo ruim, ‘zaroia’, cega, perneta ou negra? Eu quero alguém que seja capaz de amar, ou que acredite no amor. Será que existe? Estou começando a achar que não, e dar crédito ao ditado que diz: O bonzinho sempre está sozinho. O que você tem a me dizer a respeito?
Hoje começa um novo ano para mim. Quais serão as mudanças que eu devo fazer na minha vida? Que coisas eu devo fazer? Que planos traçar para esse ano? O que fazer? O que ser? Como agir?
São perguntas que não tenho respostas, são coisas que não consigo responder nem pra mim. Uma coisa é continuo sozinho, me distanciando a cada dia mais dos sonhos de um mundo diferente, em que eu terei alguém para me preocupar e alguém que se preocupe comigo, alguém para ligar ou mandar flores (não é cafona e eu gosto de receber também) andar comigo pela orla, alguém para estar junto, para amar. Eu ainda acredito nisso, mas confesso que a cada dia menos.
Obrigado amigos, tenham todos uma ótima semana e até o próximo post.
Andy.
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