Olá pessoal!
Nem me lembrava do blog, me deixei tomar pelas redes sociais e hoje vejo que não fiz o uso devido desse canal. Enfim lá vamos nós outra vez na tentativa de uma postagem continua e de um reinicio e é sobre isso que eu quero falar com vocês.
A um ano e meio, resolvi deixar minha cidade, família e amigos e me aventurar em São Paulo, cheguei sem nada e continuo sem nada (é verdade), mas agreguei muito a minha bagagem e hoje me considero 1% mais experiente de que quando cheguei, você deve pensar 1% não é nada, no entanto te respondo com uma frase que eu li ontem e achei apropriada “pra quem não tem nada, metade é o dobro” é assim que me sinto sem nada, mas com o dobro de muitas coisas que eu não tinha antes.
Sinto que estou depressivo, talvez essa não seja bem a palavra, talvez frustrado, frustrado por não ter sido como eu queria, as coisas me fugiram o controle e parece que só agora me dei conta que peguei mais do que eu podia levar e o peso dessas decisões me deixou cansado e agora chegou a hora de tirar o desnecessário.
Queria poder sumir do mundo, não ter contato com ninguém, viver uma vida minha... sem preocupação com o ninguém, mas não sei ser assim e sei que o mundo não funciona desse jeito, queria ter a coragem que teve minha amiga Isabela C. que deixou todo o conforto que tinha para ser ela mesma, sei que ela passou por privações e situações das quais não eram necessárias, mas ela fez. E hoje tem a vida dela, casada, com filhos, madura, sensata, enfim diferente de mim ela têm os pés no chão. Mas confesso que queria um pouco disso que ela tem.
Hoje eu estou decidindo dar fim a isso tudo, de começar algo novo, uma vez mais, a viver sem me preocupar com dinheiro ou qualquer coisa assim. Hoje faço planos para mudar de país, de idioma, de cultura, mudar eu mesmo... ou morrer tentando dar rumo a minha vida. E vou contar os passos, a medida que forem dados, aqui nos posts adiante.
Não era bem assim que eu queria que fosse esse post de retorno, mas aqui encontro o único amigo que me escuta sem julgar ou que me exige o que eu não posso ou muitas vezes não quero ser; aqui sou eu mais um blogueiro com dias e momentos felizes em uma vida de privações e nem um pouco satisfeito com o rumo que as coisas estão tomando. Conformado de certa forma com a situação em que vivo e com vergonha de não levantar da cama para encarar o mundo, com medo de quebrar a cara e ser magoado mais uma vez. Na Ásia o suicídio é encarado como o fim dos problemas, eu sei que eu não faria isso comigo, mas me pergunto será que não é?
Obrigado pela atenção e antes de deixar seu comentário aponte o dedo pra si mesmo e veja se é bom dar palpite na vida dos outros (é tão fácil né?) estou cansado das pessoas me dizerem como viver, fazer, ser... então, se não é pra somar não diminua.
Até a próxima.
Andy

Um comentário:
A situação a sua volta te deixa sem saber que rumo tomar. Mas sair de um lugar e ir para outros antes de ser uma solução é um grande problema. As pessoas não te conhecem, não te apoiam. Mesmo que o lugar onde vivia não lhe oferecia grandes oportunidades, você poderia buscar crescer dentro delas, para ter uma noção de como alcançar objetivos maiores em lugares onde é tudo tão disputado como SP. Vejo que é uma pessoa pessimista, e digo que pensar um suicidio é uma das coisas que não deveria existir na mente de nenhum ser vivo! Pense com quanto carinho foi tratado nos anos de infância, e como, em algum lugar deste Brasil, tem pessoas que torcem por você! Pense bem o que realmente pretende ao tentar ganhar o mundo. Você tem um grande objetivo para a sua vida? O meu é ajudar as pessoas, pois acredito que dentro de cada um existe uma pessoa boa. Sim, você até pode pensar que é ingenuidade minha, mas temos que acreditar uns nos outros para nos sentirmos estimulados a continuar nossa jornada.
Não limite seus objetivos somente com base naquilo que é a sua realidade, que é de gosto de todos, como viajar. Tem tanta coisa boa nesse mundo, deixe sua mente livre e imagine, crie, chegue a uma idealização do que quer para si.
Desculpe, eu escrevi demais, e posso também ter tirado conclusões erradas, porque me baseei em poucas informações.
Reflita bastante. Abraços
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