sábado, outubro 22, 2011

A angústia da partida.

Olá amigos!

Eu escrevi esses versinhos e esqueci de postar... #shameonme
Então, faço isso hoje e preparo um post para amanhã.

Em 07 de Outubro de 2011 ao som da 9ª sinfonia de Schubert.                                                                                             
A angústia da partida.

decisões tomadas precipitadamente corrompem o homem em sua razão.
A emoção dilacera a razão e sobrepõe seu controle.
Assim me sinto diante de ti, Oh! escolha.
Tu és para mim a maior das angustias,
és a certeza de que nada posso, de que nada tenho... de que nada sou.
Por que me obrigas a escolher? Partir ou ficar?
Perder ou ganhar?
Por quê?
Se tudo me é caro, se me agrada a estadia, por que devo escolher?
É me dado do direito de saber?
Já que o ter
Não posso dispor.
Em nada me oponho, de todas as escolhas que tive de fazer,
De nada eu disporia se algo tivesse
Ah! Se tu soubesses o mal que me fazes
ou o mal que me fizestes
Quando me obrigastes a ter de escolher.
Hoje não me decido, hoje não me incito
ao deleite de perder
perder o que não tenho
aspirar o que não o sei
Se um dia ei de ter...
Um dia irei me redimir, da tristeza por criticar minha sorte
que melhor do que as de muitos que esperam por sua própria morte
Sequer tendo o direito de a antever
Ah! Que mania a minha.
De sempre me por em segundo, isso por achar oportuno
que o primeiro, ocupado está
ocupado por outro ou por nada
Só por que não ouso estar lá.

Mas culpo tú, oh! angustia
Culpo a ti por ter que escolher

o não ter pelo menos ter

Culpo para não me culpar
Culpo para não me deixar
Angustiar com a certeza de que o culpado sou Eu.
O culpado do Eu que está sempre em segundo lugar.

Por que decidir é tão difícil?
Por que temos que abrir mão de tudo
Por que temos que nos questionar?
Ah! se tudo fosse fácil. Se o mundo me fosse fácil.
Se eu não tivesse de escolher...

Estaria por certo agora
certo que angustia não me assola
não me faz sofrer.

Contudo me culparia
por que mal nenhum me afligiria
e de nada podia me angustiar
Culparia a mim por não ter escolhas
por não ter coisas pelo que decidir.

Sofreria igual ou sem tamanho,
por me achar enfadonho
em nada ter por escolher.
Decisão difícil,
tentar ser invencível
e, pois deixar de sofrer.

Assim me sinto hoje, um homem enfadonho
cansado demais por não querer ser
para abster das escolhas, que todos temos de fazer.
Um dia poderei ser diferente, se as escolhas daqui pra frente
forem feitas sem pensar em sofrer.

Mas sofreria da mesma forma,
pela privação de escolher.
                                                                                     
AndLui

quarta-feira, setembro 28, 2011

Olá pessoal!

Nem me lembrava do blog, me deixei tomar pelas redes sociais e hoje vejo que não fiz o uso devido desse canal. Enfim lá vamos nós outra vez na tentativa de uma postagem continua e de um reinicio e é sobre isso que eu quero falar com vocês.

A um ano e meio, resolvi deixar minha cidade, família e amigos e me aventurar em São Paulo, cheguei sem nada e continuo sem nada (é verdade), mas agreguei muito a minha bagagem e hoje me considero 1% mais experiente de que quando cheguei, você deve pensar 1% não é nada, no entanto te respondo com uma frase que eu li ontem e achei apropriada “pra quem não tem nada, metade é o dobro” é assim que me sinto sem nada, mas com o dobro de muitas coisas que eu não tinha antes.

Sinto que estou depressivo, talvez essa não seja bem a palavra, talvez frustrado, frustrado por não ter sido como eu queria, as coisas me fugiram o controle e parece que só agora me dei conta que peguei mais do que eu podia levar e o peso dessas decisões me deixou cansado e agora chegou a hora de tirar o desnecessário.

Queria poder sumir do mundo, não ter contato com ninguém, viver uma vida minha... sem preocupação com o ninguém, mas não sei ser assim e sei que o mundo não funciona desse jeito, queria ter a coragem que teve minha amiga Isabela C. que deixou todo o conforto que tinha para ser ela mesma, sei que ela passou por privações e situações das quais não eram necessárias, mas ela fez. E hoje tem a vida dela, casada, com filhos, madura, sensata, enfim diferente de mim ela têm os pés no chão. Mas confesso que queria um pouco disso que ela tem.

Hoje eu estou decidindo dar fim a isso tudo, de começar algo novo, uma vez mais, a viver sem me preocupar com dinheiro ou qualquer coisa assim. Hoje faço planos para mudar de país, de idioma, de cultura, mudar eu mesmo... ou morrer tentando dar rumo a minha vida. E vou contar os passos, a medida que forem dados, aqui nos posts adiante.

Não era bem assim que eu queria que fosse esse post de retorno, mas aqui encontro o único amigo que me escuta sem julgar ou que me exige o que eu não posso ou muitas vezes não quero ser; aqui sou eu mais um blogueiro com dias e momentos felizes em uma vida de privações e nem um pouco satisfeito com o rumo que as coisas estão tomando. Conformado de certa forma com a situação em que vivo e com vergonha de não levantar da cama para encarar o mundo, com medo de quebrar a cara e ser magoado mais uma vez. Na Ásia o suicídio é encarado como o fim dos problemas, eu sei que eu não faria isso comigo, mas me pergunto será que não é?

Obrigado pela atenção e antes de deixar seu comentário aponte o dedo pra si mesmo e veja se é bom dar palpite na vida dos outros (é tão fácil né?) estou cansado das pessoas me dizerem como viver, fazer, ser... então, se não é pra somar não diminua.

Até a próxima.
Andy